Justiça Federal decreta prisão preventiva de diretor regional do Dnit
O engenheiro Gledson Maia, sobrinho do deputado João Maia, foi o primeiro a ser preso pela Operação Via Ápia, da Polícia Federal, na quinta-feira (4).

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Via Ápia: prisão de Gledson Maia acelerou andamento da operação
A Justiça Federal decretou hoje (6) pela manhã a prisão preventiva do engenheiro e diretor regional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Rio Grande do Norte, Gledson Maia, que é sobrinho do deputado federal João Maia. Ele foi detido pela Polícia Federal desde a tarde da quinta-feira (4), por ser suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado pelo menos R$ 2 milhões de obras de duplicação da BR-101 no Estado.
A prisão do engenheiro foi primeiramente em flagrante, por ter recebido, segundo a PF, uma propina no valor de R$ 50 mil. Em seguida, sua prisão temporária, de duração de cinco dias, foi decretada. Agora, a modalidade de prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público Federal e concedida pelo juiz Mário Jambo. Com isso, Gledson Maia deve permanecer preso por tempo indeterminado.
Em contrapartida, o advogado Caio Victor, responsável pela defesa do engenheiro, afirmou que pedido de Habeas Corpus será protocolado no Tribunal Regional Federal ainda hoje. “Nossa expectativa é de que a liminar seja apreciada o quanto antes, e Gledson possa ser liberado”, afirma. De acordo com ele, não há elementos que justifiquem a prisão preventiva de seu cliente.
“Gledson contribuiu com a investigação policial, respondeu todas as perguntas que foram feitas, não demonstrou interesse nenhum em alterar provas ou cooptar testemunhas. Ele já até apresentou pedido de exoneração ao Dnit”, argumenta. Apesar das evidências, Victor também nega que o engenheiro tenha participado de qualquer um dos crimes pelos quais é investigado.
Em sua defesa, o advogado afirma que o dinheiro referente à suposta propina estava em posse do empresário, e não do diretor regional do Dnit. “Gledson desconhecia por completo a existência desse dinheiro”, diz. Segundo Caio Victor, o fato de a conversa entre Gledson e o empresário ter se dado em local público retira as suspeitas de que eles falavam sobre recebimento de propina.
Segundo o delegado Caio Marques Bezerra, por sua vez, a conversa entre os dois durou várias horas e, ao final, Gledson e o empresário foram até o carro do primeiro. “Dentro do veículo, o servidor do Dnit recebeu a quantia de R$ 50 mil. Com isso, nós fizemos o flagrante e conduzimos os dois até a Superintendência”, o delegado relatou ontem à equipe do Nominuto.
Durante a noite de ontem, Gledson Maia e o empresário foram ouvidos. Diante dos depoimentos, a Polícia Federal decidiu adiantar a Operação Via Ápia e deflagrá-la na manhã desta sexta-feira (5).
A detenção de Gledson teria acelerado o andamento da Via Ápia, operação da Polícia Federal que investiga desde maio deste ano o esquema de corrupção do Dnit. Após o depoimento do engenheiro, os policiais puderam decretar nove mandados de busca e sete prisões – incluindo a do superintendente-geral do Dnit, Fernando Rocha. Além deles, outro funcionário do órgão cujo nome não foi divulgado se encontra detido na sede da PF. As outras três pessoas presas são representantes do consórcio responsável pelas obras da duplicação da BR-101.
Desde maio deste ano, ação conjunta da PF, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal vinha juntando elementos para deflagrar a operação. Estima-se que o desvio de verba pública viesse ocorrendo desde as primeiras contratações para a duplicação do segundo lote da BR-101 no RN, que compreende trecho entre o município de Arês e a divisa com a Paraíba.
As investigações tiveram aval do Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por levantar suspeitas sobre esquema fraudulento. A Via Ápia tinha como objetivo desarticular o esquema criminoso voltado ao superfaturamento e desvio de verbas públicas, além de pagamentos indevidos em obras de infra-estrutura rodoviária.
A Polícia Federal explicou que aos servidores do Dnit cabia a função de facilitar o desvio do dinheiro público durante a execução das obras contratadas. Eles faziam isso mediante o auxílio das empresas no superfaturamento, além de receberem pagamentos indevidos para avisar sobre possíveis procedimentos de fiscalização. Com isso, os presos serão incluídos nos crimes de formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa e passiva.
Ainda assim, estima-se que o esquema de corrupção não tenha comprometido o cronograma ou a qualidade da obra de duplicação da BR-101. Agora, as investigações devem verificar se os termos aditivos no orçamento da obra foram em função do esquema de corrupção. Inicialmente, o valor da duplicação era R$ 172 milhões. Hoje, no entanto, depois da interposição de seis aditivos, o valor chegou a R$ 212 milhões.
A prisão do engenheiro foi primeiramente em flagrante, por ter recebido, segundo a PF, uma propina no valor de R$ 50 mil. Em seguida, sua prisão temporária, de duração de cinco dias, foi decretada. Agora, a modalidade de prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público Federal e concedida pelo juiz Mário Jambo. Com isso, Gledson Maia deve permanecer preso por tempo indeterminado.
Em contrapartida, o advogado Caio Victor, responsável pela defesa do engenheiro, afirmou que pedido de Habeas Corpus será protocolado no Tribunal Regional Federal ainda hoje. “Nossa expectativa é de que a liminar seja apreciada o quanto antes, e Gledson possa ser liberado”, afirma. De acordo com ele, não há elementos que justifiquem a prisão preventiva de seu cliente.
“Gledson contribuiu com a investigação policial, respondeu todas as perguntas que foram feitas, não demonstrou interesse nenhum em alterar provas ou cooptar testemunhas. Ele já até apresentou pedido de exoneração ao Dnit”, argumenta. Apesar das evidências, Victor também nega que o engenheiro tenha participado de qualquer um dos crimes pelos quais é investigado.
Em sua defesa, o advogado afirma que o dinheiro referente à suposta propina estava em posse do empresário, e não do diretor regional do Dnit. “Gledson desconhecia por completo a existência desse dinheiro”, diz. Segundo Caio Victor, o fato de a conversa entre Gledson e o empresário ter se dado em local público retira as suspeitas de que eles falavam sobre recebimento de propina.
Segundo o delegado Caio Marques Bezerra, por sua vez, a conversa entre os dois durou várias horas e, ao final, Gledson e o empresário foram até o carro do primeiro. “Dentro do veículo, o servidor do Dnit recebeu a quantia de R$ 50 mil. Com isso, nós fizemos o flagrante e conduzimos os dois até a Superintendência”, o delegado relatou ontem à equipe do Nominuto.
Durante a noite de ontem, Gledson Maia e o empresário foram ouvidos. Diante dos depoimentos, a Polícia Federal decidiu adiantar a Operação Via Ápia e deflagrá-la na manhã desta sexta-feira (5).
A detenção de Gledson teria acelerado o andamento da Via Ápia, operação da Polícia Federal que investiga desde maio deste ano o esquema de corrupção do Dnit. Após o depoimento do engenheiro, os policiais puderam decretar nove mandados de busca e sete prisões – incluindo a do superintendente-geral do Dnit, Fernando Rocha. Além deles, outro funcionário do órgão cujo nome não foi divulgado se encontra detido na sede da PF. As outras três pessoas presas são representantes do consórcio responsável pelas obras da duplicação da BR-101.
Desde maio deste ano, ação conjunta da PF, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal vinha juntando elementos para deflagrar a operação. Estima-se que o desvio de verba pública viesse ocorrendo desde as primeiras contratações para a duplicação do segundo lote da BR-101 no RN, que compreende trecho entre o município de Arês e a divisa com a Paraíba.
As investigações tiveram aval do Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por levantar suspeitas sobre esquema fraudulento. A Via Ápia tinha como objetivo desarticular o esquema criminoso voltado ao superfaturamento e desvio de verbas públicas, além de pagamentos indevidos em obras de infra-estrutura rodoviária.
A Polícia Federal explicou que aos servidores do Dnit cabia a função de facilitar o desvio do dinheiro público durante a execução das obras contratadas. Eles faziam isso mediante o auxílio das empresas no superfaturamento, além de receberem pagamentos indevidos para avisar sobre possíveis procedimentos de fiscalização. Com isso, os presos serão incluídos nos crimes de formação de quadrilha, peculato e corrupção ativa e passiva.
Ainda assim, estima-se que o esquema de corrupção não tenha comprometido o cronograma ou a qualidade da obra de duplicação da BR-101. Agora, as investigações devem verificar se os termos aditivos no orçamento da obra foram em função do esquema de corrupção. Inicialmente, o valor da duplicação era R$ 172 milhões. Hoje, no entanto, depois da interposição de seis aditivos, o valor chegou a R$ 212 milhões.
FONTE NOMINUTO.COM