Casa Civil da Presidencia
Ministra é acusada de facilitar lobby para beneficiar filho
Publicação:12/09/2010 | 00:19 | SÃO PAULO - Das agênciasA denúncia é publicada justamente em um momento delicado para o governo federal e para a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, logo após ter estourado o escândalo do vazamento de dados fiscais sigilosos de tucanos e quando o PSDB ameaça intensificar os ataques à candidata petista (leia mais sobre isso na página 23). Erenice foi braço direito de Dilma quando a hoje candidata era ministra da Casa Civil (Erenice era secretária-executiva da pasta antes de assumir o ministério).
Segundo a revista, Erenice se encontrou quatro vezes, fora da agenda oficial, com o empresário Fábio Baracat, ex-sócio da MTA Linhas Aéreas, que atua com transporte de correspondências. Todos os encontros, afirma a revista, aconteceram fora da Casa Civil, sempre com a participação do filho de Erenice. Os encontros englobam tanto o período em que Erenice era subordinada a Dilma quanto o período em que sucedeu a candidata petista no comando da Casa Civil, em abril.
Baracat relatou à revista que, na última reunião, Erenice supostamente teria cobrado um pagamento atrasado à empresa do filho informando que o dinheiro teria fins políticos: “Entenda, Fábio, que nós temos compromissos políticos a cumprir’’, teria dito a ministra, segundo a Veja.
Depois dos encontros com Erenice, intermediados por Israel, a MTA conseguiu contratos no valor total de R$ 84 milhões com os Correios. Logo depois, a MTA depositou R$ 5 milhões na conta da consultoria do filho da ministra a título de pagamento pelo “êxito” nas negociações.